{"id":298,"date":"2020-09-05T16:12:13","date_gmt":"2020-09-05T16:12:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.guiora.com.br\/?page_id=298"},"modified":"2020-09-05T16:30:32","modified_gmt":"2020-09-05T16:30:32","slug":"dor-pelvica","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.guiora.com.br\/?page_id=298","title":{"rendered":"O que \u00e9 Dor P\u00e9lvica?"},"content":{"rendered":"\n<p>\u00c9 um desconforto ou sensa\u00e7\u00e3o ruim que ocorre na parte inferior do tronco, quadril, regi\u00e3o abaixo do abd\u00f4men ou \u201cp\u00e9 da barriga\u201d e entre os ossos dos quadris. N\u00e3o inclui dor que ocorre no exterior da regi\u00e3o genital, tanto vulva, nas mulheres ou glande e corpo do p\u00eanis em homens.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 caracterizado como um sintoma, ou seja, decorrente de alguma altera\u00e7\u00e3o. Acomete mais mulheres do que homens, aproximadamente 70 a 30 % respectivamente e possui tratamento dif\u00edcil, pois in\u00fameras causas podem levar a dor p\u00e9lvica.<\/p>\n\n\n\n<p>A dor p\u00e9lvica pode ser um sintoma ginecol\u00f3gico, urol\u00f3gico ou proctol\u00f3gico, sendo assim, qualquer dist\u00farbio que afeta o sistema reprodutor feminino, masculino ou excretor, poder\u00e1 resultar em dor p\u00e9lvica.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa dor pode ocorrer de forma aguda ou do tipo c\u00f3lica (como as c\u00f3licas menstruais), podendo oscilar tanto em frequ\u00eancia e intensidade. Regularmente, a dor p\u00e9lvica ocorre em ciclos coordenados com o ciclo menstrual ou at\u00e9 mesmo durante a atividade sexual. Segundo a literatura, as mulheres relatam piora nos per\u00edodos ovulat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns casos, a regi\u00e3o p\u00e9lvica pode ficar sens\u00edvel ao toque. Na mulher conforme a causa, o sangramento e secre\u00e7\u00e3o vaginal poder\u00e3o estar presentes. Em ambos essa dor poder\u00e1 vir acompanhada de v\u00f4mitos, febre, n\u00e1usea, sudorese e\/ou tonturas.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"has-text-align-center\"><strong>Causas<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Geralmente, a dor p\u00e9lvica n\u00e3o \u00e9 causada por um dist\u00farbio grave, mais afeta diretamente a qualidade de vida do paciente.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas mulheres relaciona-se com o ciclo menstrual, j\u00e1 nos homens, dist\u00farbios relacionados \u00e0 pr\u00f3stata, sendo essas causas nem sempre frequente, outra causa mais aparente \u00e9 a peritonite, que \u00e9 a inflama\u00e7\u00e3o da cavidade abdominal tamb\u00e9m causadora de bastante dor.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os dist\u00farbios mais comuns est\u00e3o os:<\/p>\n\n\n\n<p>Dist\u00farbios ginecol\u00f3gicos, ou seja, aqueles que afetam os \u00f3rg\u00e3os reprodutores como a vagina, colo do \u00fatero, \u00fatero, trompas de Fal\u00f3pio e ov\u00e1rios, que geram c\u00f3licas menstruais (dismenorr\u00e9ia), mittelschmerz (dor no meio do ciclo, ou seja, durante a ovula\u00e7\u00e3o), endometriose, vaginismo, ader\u00eancias, h\u00e9rnias, miomas, gravidez ect\u00f3pica, tor\u00e7\u00e3o anexial&nbsp;(tor\u00e7\u00e3o de um ov\u00e1rio), c\u00e2nceres, ITU (infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria), ISTs (infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis) e etc&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Dist\u00farbios urol\u00f3gicos como prostatite, c\u00e2nceres de pr\u00f3stata, ader\u00eancia e\/ou estenose uretral, pubalgias, tendinites de musculaturas p\u00e9lvicas, tor\u00e7\u00e3o testicular, neuropatias e etc&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Dist\u00farbios que afetam outros \u00f3rg\u00e3os na pelve, como Doen\u00e7a de Crohn, colite ulcerativa, diverticulite, fissuras, contra\u00e7\u00f5es paradoxal de anus, denerva\u00e7\u00f5es dos nervos, constipa\u00e7\u00e3o, hemorr\u00f3idas, ap\u00eandicite, gastroenterite, c\u00e2ncer de c\u00f3lon, cistite, lit\u00edase renal e etc&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Alem dos problemas f\u00edsicos mencionados, as causas tamb\u00e9m podem ser de cunho psicol\u00f3gico, como estresse, depress\u00e3o, hist\u00f3rico de abuso tanto f\u00edsico e sexual.<\/p>\n\n\n\n<p>Como informado anteriormente, essas s\u00e3o algumas das hip\u00f3teses que poder\u00e3o gerar a dor p\u00e9lvica e devido a essa pluralidade de fatores, o diagn\u00f3stico m\u00e9dico se torna extremamente dif\u00edcil, portanto, a ajuda especializada e o trabalho multidisciplinar, \u00e9 de suma import\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"has-text-align-center\"><strong>Diagn\u00f3stico<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>O profissional respons\u00e1vel possui uma gama de recursos para tentar identificar a causa das dores, a avalia\u00e7\u00e3o f\u00edsica \u00e9 o principal pilar no diagn\u00f3stico, \u00e9 onde o respons\u00e1vel pelo tratamento consegue pontuar a intensidade da dor, localiza\u00e7\u00e3o, se h\u00e1 irradia\u00e7\u00e3o, apoiado em v\u00e1rios recursos, dentre eles o exame de toque, al\u00e9m da inspe\u00e7\u00e3o, onde pode-se observar a din\u00e2mica da estrutura ap\u00f3s alguns est\u00edmulos.<\/p>\n\n\n\n<p>Exames de coleta de material tamb\u00e9m s\u00e3o importantes como exame de urina e urocultura, Toque vaginal, Exame especular, Exame cl\u00ednico das mamas, Papanicolau, Colposcopia, Vulvocospia, Videocolposcopia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na maioria dos casos, exames de imagem tamb\u00e9m s\u00e3o solicitados, como Resson\u00e2ncia magn\u00e9tica, colonoscopia, Ultrassom, tomografia, videolaparoscopia, Urodin\u00e2mico e at\u00e9 eletroneuromiografia de assoalho p\u00e9lvico.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"has-text-align-center\"><strong>Tratamento<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Caso o dist\u00farbio que causa a dor p\u00e9lvica seja identificado, realiza-se o tratamento, tanto de forma interventiva, como os procedimentos cir\u00fargicos, como o tratamento conservador, tanto medicamentoso e fisioterap\u00eautico.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale lembrar, que no caso dos procedimentos cir\u00fargicos, o grande fator p\u00f3s operat\u00f3rio, \u00e9 a fibrose, que tem como coadjuvante a ader\u00eancia, que tamb\u00e9m gera dor p\u00e9lvica.<\/p>\n\n\n\n<p>Analg\u00e9sicos se mostram eficazes para redu\u00e7\u00e3o da dor, porem sempre que o uso do mesmo esta presente, lembrando que algumas drogas geram efeitos colaterais.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o tratamento fisioterap\u00eautico, tem se mostrado muito eficaz quando acompanhado de outras t\u00e9cnicas, dependendo do diagn\u00f3stico do paciente. Salientando que disfun\u00e7\u00e3o \u00e9 algo que limita a fun\u00e7\u00e3o da estrutura, sendo assim, os treinamentos atrav\u00e9s de algumas t\u00e9cnicas, dentre elas o biofeedback, visam estabelecer e melhorar fun\u00e7\u00e3o da estrutura.<\/p>\n\n\n\n<p>A percep\u00e7\u00e3o e o ajuste sensitivo acabam melhorando o relato do paciente, auxiliando-o distinguir melhor o que sente ajudando muito o m\u00e9dico a identificar as causas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do que, quanto maior a precis\u00e3o sensitiva e melhora coordenativa, a instala\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia da les\u00e3o se tornam mais dif\u00edceis, reduzindo tempo de lat\u00eancia e frequ\u00eancia dessa dor.<\/p>\n\n\n\n<ol type=\"1\"><li><em>Fall M, Baranowski AP, Elneil S, Engeler D, Hughes J, Messelink EJ, Oberpenning F, Williams ACdeC. EAU guidelines on chronic pelvic pain. Eur Urol 2010;57:35\u201348.<\/em><\/li><li><em>Nickel JC, Shoskes D. Phenotypic approach to the management of the chronic prostatitis\/chronic pelvic pain syndrome. BJU Int 2010;106:1252\u201363.<\/em><\/li><li><em>Strauss AC, Dimitrakov JD. New treatments for chronic prostatitis\/chronic pelvic pain syndrome. Nat Rev Urol 2010;7:127\u201335.<\/em><\/li><li><em>Wagenlehner FM, Naber KG, Bschleipfer T, Br\u00e4hler E, Weidner W. Prostatitis and male pelvic pain syndrome. Dtsch Arztebl <\/em>Int2009;106:175\u201383.<\/li><\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 um desconforto ou sensa\u00e7\u00e3o ruim que ocorre na parte inferior do tronco, quadril, regi\u00e3o abaixo do abd\u00f4men ou \u201cp\u00e9 da barriga\u201d e entre os ossos dos quadris. 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