{"id":308,"date":"2020-09-05T16:16:57","date_gmt":"2020-09-05T16:16:57","guid":{"rendered":"https:\/\/www.guiora.com.br\/?page_id=308"},"modified":"2020-09-05T16:16:57","modified_gmt":"2020-09-05T16:16:57","slug":"prolapso-de-uretra-uretrocele","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.guiora.com.br\/?page_id=308","title":{"rendered":"<strong>Prolapso de Uretra (Uretrocele)<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p>Assim como o prolapso de bexiga, \u00e9 um problema mais comum em mulheres mais velhas, n\u00e3o excluindo os demais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns casos vem acompanhado de sangramento, incontin\u00eancias e infec\u00e7\u00f5es do sistema urin\u00e1rio, devido \u00e0 dificuldade de fluxo e esvaziamento.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"has-text-align-center\"><strong>Causas<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Assim como no prolapso de bexiga, os fatores s\u00e3o partos, envelhecimento, menopausa, obesidade e aumento descoordenado de press\u00e3o abdominal, como tosses e espirros irregulares.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"has-text-align-center\"><strong>Prolapso de \u00datero<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Circunst\u00e2ncia onde o \u00fatero desloca-se da cavidade p\u00e9lvica para o canal vaginal, essa condi\u00e7\u00e3o pode ser de leve, m\u00e9dia ou alta intensidade, sendo que nos casos de m\u00e9dia a alta gravidade, a visualiza\u00e7\u00e3o dessa estrutura \u00e9 presente, ou seja, durante o exame de inspe\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel perceber o \u00fatero na borda vaginal.<\/p>\n\n\n\n<p>Este prolapso pode vir acompanhado dos outros prolapsos (reto, bexiga e uretra).<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"has-text-align-center\"><strong>Causas<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Igualmente aos outros prolapsos, a mesma din\u00e2mica aplica-se no de \u00fatero, fraqueza muscular devido ao envelhecimento, menopausa, constipa\u00e7\u00e3o, obesidade, tosses e espirros irregulares ou alguma situa\u00e7\u00e3o que aumentem a press\u00e3o abdominal, partos, al\u00e9m de cirurgias p\u00e9lvicos-abdominais que interfiram na din\u00e2mica de funcionamento do assoalho p\u00e9lvico.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"has-text-align-center\"><strong>Diagn\u00f3stico<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Nos prolapsos, a hist\u00f3ria clinica \u00e9 o mais importante, ouvir relatos de mau funcionamento dos sistemas, tanto urin\u00e1rio, evacuat\u00f3rio e sexual s\u00e3o extremamente importantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a inspe\u00e7\u00e3o, em alguns casos de grau mais avan\u00e7ado, \u00e9 poss\u00edvel visualizar protus\u00f5es externas ou exterioriza\u00e7\u00e3o de estruturas, nos casos menos evolu\u00eddos, o exame de toque torna-se indispens\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Para complementar o diagn\u00f3stico, alguns exames de imagem podem ser solicitados para melhor avaliar a complexidade, a localiza\u00e7\u00e3o exata do prolapso, al\u00e9m de um poss\u00edvel acometimento de outras estruturas, como US, ecografia, pielografia, tomografia e Resson\u00e2ncia magn\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Exames que avaliam o funcionamento da estrutura tamb\u00e9m podem auxiliar, como Urodin\u00e2mico, defecograma, dentre outros possuem grande avalia na identifica\u00e7\u00e3o de alguns bloqueios ou obstru\u00e7\u00e3o no intercurso do sistema.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"has-text-align-center\"><strong>Tratamento<\/strong><\/h4>\n\n\n\n<p>Existem tr\u00eas pilares no tratamento dos prolapsos, o medicamentoso, cir\u00fargico e fisioterap\u00eautico<\/p>\n\n\n\n<p>Na vertente medicamentosa, a horm\u00f4nioterapia lidera as prescri\u00e7\u00f5es, por\u00e9m com baixa efetividade dependendo do grau de acometimento da les\u00e3o, geralmente s\u00e3o atenuantes de sintomas n\u00e3o objetivando a causa do evento.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro pilar, o cir\u00fargico, tem bastante valia, acaba objetivando o retorno da estrutura para a sua posi\u00e7\u00e3o natural e dependendo do grau de acometimento, j\u00e1 iniciam satisfazendo o paciente no ato p\u00f3s cir\u00fargico, interiorizando \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>A modalidade cir\u00fargica depende muito da prefer\u00eancia, dom\u00ednio e habilidade do m\u00e9dico, podendo ser via abdominal, laparosc\u00f3pica, p\u00e9lvica, com ou sem coloca\u00e7\u00e3o de telas e outros dispositivos sustentadores de estrutura e etc&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Os pacientes tamb\u00e9m devem ser informados sobre a exist\u00eancia de recorr\u00eancia acima de 30%.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na fisioterapia, vale \u00e0 pena ressaltar que \u00e9 fisioterapia espec\u00edfica, ou seja, executada por profissionais com uma extens\u00e3o maior de conhecimento na din\u00e2mica do assoalho p\u00e9lvico, ela \u00e9 uma ferramenta que possui subs\u00eddios para evitar cirurgias, tamb\u00e9m \u00e9 aplicada em pr\u00e9 e p\u00f3s cirurgias, disp\u00f5e de grande efetividade dependendo do grau de acometimento do prolapso.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse profissional, na maioria das vezes se atenta diretamente em fatores que pr\u00e9 disp\u00f5e o acometimento da les\u00e3o, agravamento e recidiva, portanto dentro deste tratamento, geralmente as orienta\u00e7\u00f5es de h\u00e1bitos que contribuem s\u00e3o identificados, exerc\u00edcios espec\u00edficos para manuten\u00e7\u00e3o, ativa\u00e7\u00e3o de estruturas de sustenta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o prescritos e recentemente aplica\u00e7\u00e3o de biofeedback, que \u00e9 uma t\u00e9cnica fisioterap\u00eautica capaz de mensurar a evolu\u00e7\u00e3o do paciente, quantificar as cargas aplicadas e informar em tempo real qual a efetividade de acerto na proposta inserida pelo fisioterapeuta.<\/p>\n\n\n\n<p>Naturalmente, \u00e9 uma tentativa usada antes de boa parte das condutas dos cirurgi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<ol type=\"1\"><li><em>STEIN, Sara Regina et al. Entendimento da fisioterapia p\u00e9lvica como op\u00e7\u00e3o de tratamento para as disfun\u00e7\u00f5es do assoalho p\u00e9lvico por profissionais de sa\u00fade da rede p\u00fablica.&nbsp;<strong>Revista de Ci\u00eancias M\u00e9dicas<\/strong>, v. 27, n. 2, p. 65-72, 2019.<\/em><\/li><li><em>CAMPOS, Sandy Ribeiro; FERREIRA, Maria Carolina Soares; FERREIRA, Ana Paula Melo. REPERCUSS\u00d5ES DA REDESIGNA\u00c7\u00c3O SEXUAL MASCULINO PARA FEMININO E A ATUA\u00c7\u00c3O DA FISIOTERAPIA.&nbsp;<strong>e-Scientia<\/strong>, v. 11, n. 2, p. 8-16, 2019.<\/em><\/li><li><em>GRANDI, Cl\u00e1udio Roberto. FORTALECIMENTO DA MUSCULATURA PERINEAL NA PREVEN\u00c7\u00c3O DO PROLAPSO DE BEXIGA.&nbsp;<strong>Refer\u00eancias em Sa\u00fade da Faculdade Est\u00e1cio de S\u00e1 de Goi\u00e1s-RRS-FESGO<\/strong>, v. 2, n. 1, 2019.<\/em><\/li><li><em>COELHO, Suelene Costa de Albuquerque et al. Conhecimentos, pr\u00e1ticas e desfechos do uso do pess\u00e1rio no tratamento conservador do prolapso de \u00f3rg\u00e3o p\u00e9lvico: Knowledge, practices and outcome of using vaginal pessary in conservative treatment of pelvic organ prolapse. <\/em>2020.<\/li><\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assim como o prolapso de bexiga, \u00e9 um problema mais comum em mulheres mais velhas, n\u00e3o excluindo os demais. Em alguns casos vem acompanhado de sangramento, incontin\u00eancias e infec\u00e7\u00f5es do sistema urin\u00e1rio, devido \u00e0 dificuldade de fluxo e esvaziamento. 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